Quem sou eu

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Aimorés, Minas Gerais, Brazil
Sou a história do seu passado, a construção do seu presente e a idéia do seu futuro, sou o arquivo da sua vida, aquele que vai te entregar, escancarar a porta do escondido, fazer os outros te zuar, não tema minhas palavras, apenas aceite o dizer : Minhas histórias são reais e por mais irracionais você ajudou a escrever.

Pra todo pé cansado existe um chinelo velho

Pra todo pé cansado existe um chinelo velho
ai ai ai, ta chegando a hora

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Especial "desencalhamento da gigi, antes durante e depois". Cobertura completa

Alo meu povo.
Essa semana e semana que vem não vamos contar nenhuma historia, porque o turma da rua blogger estará participando da construção de uma, como? Já vou explicar
Todos sabem que sábado dia 5 estará acontecendo um grande evento no morro, gigliene expoente símbolo da rua vai desencalhar finalmente, e nós ,lógico, estaremos cobrindo a festa e os bastidores.
E vamos realizar uma entrevista exclusiva com os noivos (esperamos que em formato de vídeo), e o interessante é que não somos nós que vamos fazer as perguntas e sim vocês, então encham nosso espaço de postagem com perguntas que querem que sejam feitas para os pombinhos, peço que se identifiquem porque falaremos de quem é a pergunta, sejam criativos.
Estamos aguardando
By: Lauro and Rogéria

domingo, 23 de maio de 2010

O Morro

Essa e uma das historias mais trágicas, porém e muito engraçada.
Era férias, isso porque ele estava na cidade, Chinelo (esse pseudônimo e para proteger sua verdadeira identidade. Mas porque Chinelo? Pela historia do trono e o cagão no chinelo!
Bem continuando a historia, Chinelo, Ednei e Sauro sempre bons amigos, mas sempre com idéias para novas brincadeiras e maluquices. Uma delas era de POLÍCIA E LADRÃO, que era sem armas só no grito. “Papapa , te acertei “ e outro gritava “ e claro que não” e a discussões começavam assim !
Mas um dia qualquer sem nenhum motivo especial, no quintal de dona Marlene, conversando sobre assuntos geopolíticos (não, eles nem sabiam o que era isso), Chinelo e Ednei olharam pra cima, onde quase nenhum homem já tinha ido (pelo menos conhecido) , não era a lua e sim O MORRO. Mas claro que Sauro para firmar sua liderança em cima do opressor Chinelo, tinha que dizer alguma coisa. Eles começaram a comentar sobre como seria aquele local até então não cnhecido, mas Sauro sem muitas delongas soltou aquele ar de desprezo , como se aquilo para ele fosse uma coisa rotineira , um passeio matinal digamos assim. Mas o que Sauro não esperava era que eles pedissem que os levassem numa jornada morro acima, ele ficou meio assustado, porque na verdade ele só tinha ido lá uma vez, e não se aventurado lá infinitas vezes anteriormente como havia contado para os pobres e ingênuos amigos. Mas se ele revelasse a verdade seria o declínio de seu reinado e chinelo retomaria toda sua dinastia.
Depois de alguns minutos dando instruções sobre como subir, andar, e etc , Sauro teve a brilhante idéia de colocar a culpa em outra pessoa. Ele falou que se dona Marlene soubesse da idéia, ela iria brigar repreendendo aos pobres garotos por aquela idéia insana. Mas nada adiantou Chinelo e Ednei estavam certos que valia a pena qualquer bronca para conhecerem aquele PARAÍSO.
Na preparação para a grande subida, eis que aparece Inchado ( esse pseudônimo ,não e porque ele e gordo mas vocês descobrirão). Ele até que não era muito enjoado, mas Chinelo nunca o deixava brinca junto com a gente (a não ser quando ele era a brincadeira ). Inchado queria subir, mas assim começou mas uma guerra civil entre ele e Chinelo. Sauro e Ednei não tinham nada contra a presença dele, mas Chinelo por sua vez tinha opinião formada,porém neste episódio Inchado tinha um zap na mão e Chinelo não tinha como reagir. Era sua afinidade com dona Marlene e seus agregados, isso lhe dava passe livre para as maiorias das brincadeiras. Mas claro, ele era o menor e só tinha um argumento, mas bem formulado que era “Se eu não brincar eu conto pra dona Marlene e seus agregados”. Com as mãos amarradas daquele jeito, Chinelo não teve outra escolha se não deixar Inchado fosse junto.
Em fim já com todas as instruções e com equipamentos prontos, que naquela época o equipamento era bermuda, camisa e opcional chinelo.
Eles estavam no pé do morro, tensão era grande, a emoção era contida, nem uma viagem ao centro da terra deixava a adrenalina tão presente como naquele momento histórico e sem juízo.
Eles começaram a subir, Sauro era o guia da grande expedição, mas como ele só tinha ido até lá uma vez ele os guiou pelo caminho que dizia ser o mais fácil, por sorte era mesmo. Foram horas, não dias, não semanas, não meses, mas na verdade foram uns dez minutos ou ate menos, mas para eles pareciam séculos de subida!
Lá estavam eles no topo do morro, não tão no topo assim era uns cem metros de distância ate o quintal de dona Marlene, mas ali naquele lugar naquele momento parecia o lugar mais alto do mundo inteiro.
Ficaram ali por uns vinte minutos, observando a paisagem, comentando, tendo idéias (essas idéias terão historia). Mas chegou a hora de descer, Sauro como era mais ágil e tinha que mostrar serviço, decidiu descer pelo outro lado mais conhecido hoje em dia como “lado esquerdo”, e pediu que os outros fossem pelo mesmo lado que vieram. Chinelo e Ednei, já depositavam confiança em Sauro e nem discutiram, mas Inchado queria mais adrenalina e teimou em descer junto com Sauro.
Chinelo e Ednei não estavam tendo dificuldade nenhuma para descer, enquanto Sauro e seu pequeno pupilo estavam passando por um aperto, igual dor de barriga sem banheiro. Eles pulavam, dependuravam escorregavam e tudo mais. Mas numa descida que parecia simples, Sauro deu um pulo, e esperava que Inchado fizesse o mesmo, mas ele achou muito alto para fazer a mesma façanha. Então ele decidiu descer pelo jeito ”seguro”, Começando a se segurar na pedra e se arrastando, colocando seus pés em lugares estratégicos e assim descendo. Mas sua mão os encontrou, os maléfico animais “Baus, buito baús besbo” Marimbondos. Eis que começa a cena trágica e desesperadora de todas. Os marimbondos estavam por toda a parte do corpo de Inchado (por isso o pseudônimo). Sauro ali perto sem poder ajudar (na verdade ele podia, mas seria ele também atacado pelos animais ), ele gritava para Inchado pula, Chinelo e Ednei ficaram em pânico ouvindo aquela baderna e começaram a gritar para ele pular. Inchado então tomou coragem e pulou, Sauro estava a sua espera para pega-lo. Quando Inchado chegou, Sauro começou a joga as folhas secas, galhos pedras e tudo mais para espantar os malfeitores.
Então depois desse aterrorizante cena de terror , todos desceram sãos e salvos, mas claro que nem todos.
Claro que os três depois tiveram que escutar sermões de dona Marlene e seus agregados.
Mas mesmo depois de sermões do tipo “ não pode fazer isso”, “ já pensou se algum de vocês quebrassem uma perna la “ e muitos bla bla bla ,veio a cena mais engraçada, Inchado com a cara mais inchadaaaaaaaaaçaaaaaaa do mundo. As risadas e os comentários não tinham como segurar,era uma imagem que ninguém esquece, parecia um ser alterado em laboratório., e olha que ele já era feio normalmente, com a cara inchada então....

domingo, 2 de maio de 2010

Um dia de Rei

O ato de defecar, doravante denominado como “cagar”, é o tema da historia dessa semana, que não é muito rica em detalhes mas o detalhe por si só é bastante rico, o fato ocorreu durante a construção de uma cabaninha no alto do morro
A cabaninha de que estamos falando foi confeccionada no meio da selva fechada a uns 50 metros acima de onde hoje é a casa do Juninho graveto, e era arrumadinha até que algumas meninas resolveram pregar fotos de homens sem camisa no teto, bom, mas a historia dos três punheteiros que não souberam dizer não para as meninas fica pra outro dia, nosso enfoque nesse texto é falar de um local especifico que foi construído ao lado da residência oficial, o “Troninho”. Era arejado e totalmente independente da casa grande, o trono em si era uma lata de tinta usada, afundada na terra uns dois palmos e recheada de folhas, no local havia ainda algumas imagens de Deuses indianos para dar um charme no recinto.
O grupo era formado inicialmente por três distintos garotos, não vou dizer três belos garotos porque um deles era o Sauro (um codinome) que não era tão belo assim. Feito as atividades do dia como recolher lenha, limpar a área e fabricar bombinhas de areia o presidente do grupo sente certo mal estar, uma dor estomacal terrível o acomete, e no momento a casa parecia estar a Kms de distancia, não havia outra solução, o rei do ambiente deveria estrear o trono.
Sentado na privada real e deixando a natureza fazer seu papel, nosso nobre rapaz acabou se sentindo tão à vontade que se esqueceu que ali não havia aquela privacidade que o momento pedia, e de olhos fechados começou a soltar murmurinhos, annnnnnnnnn, aahhaaaaaaaaaaa uuuuuuuu, e cada vez mais alto era o som feito, não deu outra, começou a chamar a atenção das pessoas que moravam próximo.
Na hora que estava começando a por pra fora o ultimo tolete, ele abre o olho e ao olhar pra baixo percebe pessoas procurando da onde estava vindo aquele som, em um ato de desespero para não ser descoberto, ele tentou interromper o processo fechando abruptamente o esfíncter anal na tentativa de corta o cilindro fecal ao meio, o problema é que ele não esperou a parte que já estava fora do corpo cair no troninho e foi se levantando, o que aconteceu? Aquela pasta marrom caiu por cima do chinelo e sem perceber ele pisa nesse chinelo. Imagine a cena, um sujeito descendo o morro, fedendo, sujo e com os pés recheados, realmente deprimente.
Ele tenta disfarça jogando o chinelo longe, limpa o pé mais ou menos porem percebe que o corpo humano é independente e não estava nem ai pra situação, queria mesmo é terminar a “cagada” e colocar o resto pra fora. Correndo desesperado e sentido que a única coisa que impedia as fezes de ganhar o chão era sua cueca, ele passa pelo chinelo sujo e ao lado quem estava? Sauro, a criatura mais inoportuna do mundo e que o faz lembrar até hoje dessa cena humilhante.
Esse literalmente pôs o pé na massa, o triste foi explicar pra mãe as marcas de freada na roupa intima alem do cheiro nada agradável, o chinelo? Nunca mais foi visto, provavelmente serviu de adubo pra terra, mas por mais cômico que possa parecer vai aqui o alerta, ninguém esta livre de passar por uma situação dessas, e tome cuidado por que se acontecer no morro, nós contamos aqui.



Nota explicativa: Devido a algumas confusões na postagem anterior fez-se necessário a criação de regras para comentários: é proibido citar nomes, fazer referencia como flogue, blog, fotoblog, perfil do Orkut ou qualquer outra coisa, a parti dessa postagem também fica proibido se referir as pessoas das historias com abreviaturas do nome ou siglas que lembrem o nome, no caso dos comentários ofensivos cabe ao personagem da historia reclamar, caso não haja reclamação deixaremos o comentário independente do que ele fale ( pedimos que ao invés de solicitar a exclusão do comentário, dê uma resposta a altura, porque assim o blog bomba)
Eu sei que isso é uma chatura, mas infelizmente não tivemos opções, espero que não acabe com o espírito zoativo que foi o principal motivo para montarmos esse blog, afinal são historias muito antigas, mas como se trata de pessoas não podemos deixar o pau rolar de todo solto, quem não gostar do que for escrito de se, tem o direito de reclamar e temos que acatar
Grato a direção
By: Lauro and Rogéria

domingo, 25 de abril de 2010

Hot dog pictures orgulhosamente apresenta, a maior comédia romântica do ano: “COMO PAGAR 100 CACHORROS QUENTES EM DEZ DIAS”

“oi uelder” quem da turma da rua consegue se esquecer dessa frase? Remete-nos de forma automática a historia de hoje que tem como personagem uma pessoa de codinome Ednei, que durantes anos cultivou um amor não correspondido por uma menina quem nem o seu nome conhecia, seria trágico se não fosse cômico. Ednei era capaz de mover mundos e fundos em busca de se fazer notar por sua paixão , neste caso romântico também figura uma atravessadora, grande responsável por aumentar de forma abrupta os lucros do nosso tão conhecido e famoso Hot Dog Donadoni, que nesse período trocou de carrinho e deu um UPGRADE no seu estabelecimento.
Este sujeito era, como se poderia dizer, um verdadeiro jacu do mato, incapaz de encarar face a face sua amada ou tão pouco cortejá-la, apesar de um bom moço e um distinto partido encontrava dificuldades em se comunicar com outros seres pensantes, Hitch o conselheiro amoroso seria de muita valia nessa situação, mas como não estava disponível, na época Ednei usou de outros métodos um tanto quanto questionáveis.
Desesperado por atenção e já desistindo da vida com pensamentos suicidas, nosso bom garoto encontrou em Agnes (obviamente um novo codinome) uma nova esperança para seu caso perdido, era amiga da donzela desejada e poderia ser o elo entre os dois, mas na vida tudo tem seu preço. Faria ela o papel de pombo correio por conta de uma amizade?? Acertou quem respondeu não, o árduo trabalho desempenhado deveria ter um preço que fosse justo e nem um pouco abusivo para ambas as partes.
Foi então criado um acordo, Agnes usaria todo o seu poder de persuasão e em troca Ednei seria responsável por lhe financiar cachorros quentes, acreditem se quiser, não foi dinheiro o cobrado de nosso apaixonado e sim hot dogs, aqueles pães com salsicha e molho vendidos na época a 1,50 a unidade, um fetiche gastronômico que nosso amigo deveria bancar.
O mais incrível disso tudo é que por uma época houve resultados, realmente a princesa encantada começou a perceber a presença de nosso príncipe ainda em forma de sapo (que se mantém até hoje), o porém era que tudo se resumia a leves balançadas de cabeça a distancia de forma que não havia saído por completo do total quadro de insignificância , mas como combinado é combinado, da-lhe cachorro quente.
Um dia nosso Romeu já desiludido com o amor e achando que de nada estava adiantando as fortunas desembolsadas nessa empreitada, se deparou com aquela que seria então a cena mais feliz de sua vida, ele estava saindo do ginásio Frei Afonso de cabeça baixa recebendo a informação de quantos lanches teria que pagar no dia, já pensando em mandar tudo pra *&%$#@ e se jogar no rio. Eis que surge uma voz ao fundo que o fez arrepiar e ficar estático por 5 minutos, “oi Uelderrrrr”era a frase dita, ficou pálido e gelado ao perceber que quem havia pronunciado aquilo era sua amada, ai os mais críticos diriam: “mas esse não é o nome dele”, e vocês acham mesmo que ele pensou nisso na hora??? Claro que não, passou a achar aquele o nome mais lindo existente, teve uma sensação quase orgástica, e como tinha uma certa dificuldade para realizar conexões neuronais não conseguiu dizer nada, apenas ficou com cara de bobo até que sua Julieta sumisse ao longe.
Nos dias seguintes nada mudou e essa historia foi se arrastando e muito cachorros quentes se pagando, Mas a nossa amiga Agnes não esperava o golpe que o destino lhe daria, pois um belo dia os pais do Ednei resolvem ir para uma cidade de grandes perspectivas fazendo com que o Dona Doni perdesse uma fonte de renda segura e Agnes ficasse sem seu cachorro quente de cada dia, isso gerou uma grave crise econômica no município porque apesar dos grandes furos em seu orçamento, Ednei tinha cacife para bancar e contribuía de forma assídua para a elevação do PIB local.
Ao chegar na nova casa, ele, aquele bobo alegre que saiu de aimorés encontra um novo grande AMOR, e desta vez correspondido, aliás correspondido até demais, e foi visto pela ultima vez curtindo shows internacionais e vibrando com o Axl Rose aparecendo de shortinho colado e sem camisa no palco.


ERRATA: Agradecemos aos gatos pingados que nos prestigiam nesse blog com seus comentários, estamos felizes pelo considerado aumento de 4 para 7 postagens na segunda historia, mesmo que dos 11 comentários totais 5 tenham sido nossos, e pedimos desculpas pelo atraso na atualização, mas é que as vezes, somente as vezes, aparecem coisas para fazermos por mais que duvidem disso, e prometemos não desistir até um dia conseguir que esse blog bombe.
Esta aberto o período para o especial “Post do leitor”, nos conte você uma historia e postaremos aqui, com todos os credito e méritos, interessados ( Deus queira que apareça) procurem o diretoria
Grato a direção
By: Lauro and Rogéria

domingo, 11 de abril de 2010

Uma tacada quase CERTEIRA

Era mais um dia das férias, sempre começava da mesma forma, o que acordasse mais cedo iria recrutando um por um em suas casas, dando aqueles gritos estridentes que deixavam as mães e afins em completo descontrole, enraivecidas.
Mas era por uma boa causa, após o recrutamento de alguns já se podia começar a brincadeira. Mas qual brincadeira? Ah óbvio estávamos no auge do “tacobol” , tragam as latas os tacos, os “pisadores” e é claro a bolinha que se perdiam em quintais alheios todos os dias.
Era simples dividiam-se as duplas, tirava-se no par ou ímpar quem iria começar com o taco, e pronto!
Pronto feito isso tudo, começamos a brincadeira, brincamos durante a manhã inteira, chegavam novos jogadores, eles vinham de todas as ruas, claro cada uma com seu nome de batismo específico, a nossa chamava-se “Rua do Dyllon” e era sempre a mais animada, mas haviam a “Rua do Taíde”, “Rua do Roberval” e a “Rua do Alto Astral”, todos os Pirralhos (as) destas ruas migravam para a nossa rua todos os dias para brincar, e aqui passavam o dia inteiro.
Pausa para o almoço? Raramente existia geralmente existia um rodízio, alguém ia almoçar e quando voltava já tinham chegado pessoas novas e alguns ido embora, dessa vez recrutados pelas mães revoltadíssimas:
- Fulano passa pra dentro e vem almoçar... AGORAAAAAA
-Peraí mãe, tô ganhando.
- A-G-O-R-AAAAA, antes que eu vá aí te buscar.
Sim elas eram más e tinha argumentos incontestáveis.
Certo dia estávamos num desses momentos, já era a tardezinha o sol já não castigava tanto, e resolvemos jogar “Tacobol”, só que havia um problema tinham estacionado carros bem no lugar de jogarmos, mas como a vontade era imensa, resolvemos jogar mais embaixo.
Foi montado o cenário todo, todos os pisadores no lugar, as duplas formadas , cada uma com seu taco em mãos, latas em posição, bolinha na mão: Valendo.
Todos na expectativa da primeira dupla chegar rápido aos 10 pontos para fazer a troca de duplas. Na calçada da rua esperávamos, mais especificamente sentados no meio fio atentos a qualquer jogada, já que os jogadores de fora, eram também juízes do jogo. Atrás de nós estavam sentadas velhinhas aproveitando o vento da tarde para falar sobre a novela e a filha de ciclano ou beltrano que está em uma rebeldia só, coisas da nossa rua!
Como isso faz alguns anos (poucos anos, afinal eu que vos escrevo ainda sou uma jovem criança) não consigo em lembrar especificamente das duplas que jogavam naquele momento, mas neste capítulo uma pessoa foi protagonista. Não, ele não era da nossa rua, havia migrado da “Rua Alto Astral”, seu nome? Bom isso não vem tanto ao caso, mas na época era conhecido como: Gasolina. Sim Gasolina fazia parte da dupla que estava com o taco, acontecia ali bem na nossa frente uma disputa incrível. Ponto a ponto, e todos na expectativa do vencedor.
De repente vem a bola. Gasolina se prepara, podíamos ver em seu semblante a concentração para não errar, aquele poderia ser o ponto da misericórdia, se ele conseguisse acertar aquela bola, poderia ser consagrado o vencedor daquele confronto. E lá vem ela, rodopiante no ar, e ele preparado para defender sua lata com a VIDA, não a dele, é claro.
Pronto, a bola chegou ate ele, e ele mais que depressa, com todas as suas forças deu a “tacada”. Mas algo surpreendente aconteceu, o seu taco (que era um pedaço e cerca bem podre, mas que era bom pra jogar que só), se parte ao meio, e em câmera lenta, bem diante dos nossos olhos, uma das partes começa a se dirigir para o banco em que se encontravam as adoráveis velhinhas que falavam sobre assuntos serenos. O Gasolina que é bastante provido de MELANINA na pele se tornou branco feito cera, e nós? Nós ficamos todos petrificados, afinal não podíamos fazer nada mesmo.
E ele se dirigia bem para o meio do banco, a altura da cabeça de uma das “meninas” sentadas no banco, o nome da vítima era Lena Dalva, era filha de uma das senhoras que ali se encontravam. A madeira continuou seguindo e... Bateu no muro, bem acima da cabeça dela, coisa de centímetros acima, sem exagero, foi por pouco muito pouco que não se consumou a tragédia. E como se tivéssemos nos comunicado por telepatia, ninguém disse uma só palavra, nós sob olhares furiosos das senhoras do banco, começamos rapidamente a juntar os apetrechos, tudinho bem rápido, e saindo de fininho, todos ainda de pernas bambas.
-ôps, acho que minha mãe tá me chamando, vou ali.
- um eu também vou, tenho de ir à missa hoje.
- ah, acho que meu pé está machucado, eu também já vou indo.
E em alguns instantes, todos os “moleques”, já tinham desaparecido. Mas por pouco tempo, porque nós sempre voltávamos!

sábado, 3 de abril de 2010

Zé briguinha! O valentão

Desde os primórdios da humanidade os homens tentam se sobrepor ao outros usando a força, o conceito de “fodastico” ou “eu sou foda” usado hoje foi baseado nesse contexto que data de tempos pré históricos, e em toda a adolescência o ser tido como o superior era denominado o valentão.
E no alto daquele morro não tinha só um pé de fruta pão, tinha também um valentão, ( para não expor o nome do Manoel Victor nesse relato o chamaremos por um codinome “senhor M”), senhor M é uma figura típica que habita até hoje o morro, quem o conhece jamais poderia imaginar que fosse capaz de tantas peripécias em nome de sua valentia juvenil, o Sauro que o diga não é?? Foi perseguido por senhor M durante todo o ensino fundamental no colégio do Carmo, sempre se escondendo temia a força de nosso valentão, e quando resolveu enfrentar não sabia que estava cometendo o pior erro de sua vida, depois de uma batalha terrível onde venceu por nocaute nosso ex mau-feitoso, não contava que um valentão nunca anda sozinho, Senhor M ordenou que seus asseclas o perseguissem por todo o colégio em uma maratona sem fim até que Sauro exaurisse suas forças e num ato de desespero clamasse misericórdia, nada adiantou, senhor M continuou seus ataques a sauro que sofreu desmaios e um braço quebrado, tirando a sedução que sua prima sofreu de nosso personagem para larapiar as bolinhas de gude de Sandro e entregar a ele.
Nem esse que lhes escreve foi páreo para nosso valentão, quando fui enfrentá-lo com um objetivo de por um fim no seu reinado, fui impedido por sua mãe de forma que eu não pude dete-lo.
Esse é Manoel Victor e essa é só uma das muitas historias que ele nos proporcionou e que serão contadas aqui, cara extremamente do bem e que acima de tudo um grande amigo, mas que já teve suas épocas negras, sua época de “zé briguinha, o valentão”