Quem sou eu

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Aimorés, Minas Gerais, Brazil
Sou a história do seu passado, a construção do seu presente e a idéia do seu futuro, sou o arquivo da sua vida, aquele que vai te entregar, escancarar a porta do escondido, fazer os outros te zuar, não tema minhas palavras, apenas aceite o dizer : Minhas histórias são reais e por mais irracionais você ajudou a escrever.

Pra todo pé cansado existe um chinelo velho

Pra todo pé cansado existe um chinelo velho
ai ai ai, ta chegando a hora

domingo, 25 de abril de 2010

Hot dog pictures orgulhosamente apresenta, a maior comédia romântica do ano: “COMO PAGAR 100 CACHORROS QUENTES EM DEZ DIAS”

“oi uelder” quem da turma da rua consegue se esquecer dessa frase? Remete-nos de forma automática a historia de hoje que tem como personagem uma pessoa de codinome Ednei, que durantes anos cultivou um amor não correspondido por uma menina quem nem o seu nome conhecia, seria trágico se não fosse cômico. Ednei era capaz de mover mundos e fundos em busca de se fazer notar por sua paixão , neste caso romântico também figura uma atravessadora, grande responsável por aumentar de forma abrupta os lucros do nosso tão conhecido e famoso Hot Dog Donadoni, que nesse período trocou de carrinho e deu um UPGRADE no seu estabelecimento.
Este sujeito era, como se poderia dizer, um verdadeiro jacu do mato, incapaz de encarar face a face sua amada ou tão pouco cortejá-la, apesar de um bom moço e um distinto partido encontrava dificuldades em se comunicar com outros seres pensantes, Hitch o conselheiro amoroso seria de muita valia nessa situação, mas como não estava disponível, na época Ednei usou de outros métodos um tanto quanto questionáveis.
Desesperado por atenção e já desistindo da vida com pensamentos suicidas, nosso bom garoto encontrou em Agnes (obviamente um novo codinome) uma nova esperança para seu caso perdido, era amiga da donzela desejada e poderia ser o elo entre os dois, mas na vida tudo tem seu preço. Faria ela o papel de pombo correio por conta de uma amizade?? Acertou quem respondeu não, o árduo trabalho desempenhado deveria ter um preço que fosse justo e nem um pouco abusivo para ambas as partes.
Foi então criado um acordo, Agnes usaria todo o seu poder de persuasão e em troca Ednei seria responsável por lhe financiar cachorros quentes, acreditem se quiser, não foi dinheiro o cobrado de nosso apaixonado e sim hot dogs, aqueles pães com salsicha e molho vendidos na época a 1,50 a unidade, um fetiche gastronômico que nosso amigo deveria bancar.
O mais incrível disso tudo é que por uma época houve resultados, realmente a princesa encantada começou a perceber a presença de nosso príncipe ainda em forma de sapo (que se mantém até hoje), o porém era que tudo se resumia a leves balançadas de cabeça a distancia de forma que não havia saído por completo do total quadro de insignificância , mas como combinado é combinado, da-lhe cachorro quente.
Um dia nosso Romeu já desiludido com o amor e achando que de nada estava adiantando as fortunas desembolsadas nessa empreitada, se deparou com aquela que seria então a cena mais feliz de sua vida, ele estava saindo do ginásio Frei Afonso de cabeça baixa recebendo a informação de quantos lanches teria que pagar no dia, já pensando em mandar tudo pra *&%$#@ e se jogar no rio. Eis que surge uma voz ao fundo que o fez arrepiar e ficar estático por 5 minutos, “oi Uelderrrrr”era a frase dita, ficou pálido e gelado ao perceber que quem havia pronunciado aquilo era sua amada, ai os mais críticos diriam: “mas esse não é o nome dele”, e vocês acham mesmo que ele pensou nisso na hora??? Claro que não, passou a achar aquele o nome mais lindo existente, teve uma sensação quase orgástica, e como tinha uma certa dificuldade para realizar conexões neuronais não conseguiu dizer nada, apenas ficou com cara de bobo até que sua Julieta sumisse ao longe.
Nos dias seguintes nada mudou e essa historia foi se arrastando e muito cachorros quentes se pagando, Mas a nossa amiga Agnes não esperava o golpe que o destino lhe daria, pois um belo dia os pais do Ednei resolvem ir para uma cidade de grandes perspectivas fazendo com que o Dona Doni perdesse uma fonte de renda segura e Agnes ficasse sem seu cachorro quente de cada dia, isso gerou uma grave crise econômica no município porque apesar dos grandes furos em seu orçamento, Ednei tinha cacife para bancar e contribuía de forma assídua para a elevação do PIB local.
Ao chegar na nova casa, ele, aquele bobo alegre que saiu de aimorés encontra um novo grande AMOR, e desta vez correspondido, aliás correspondido até demais, e foi visto pela ultima vez curtindo shows internacionais e vibrando com o Axl Rose aparecendo de shortinho colado e sem camisa no palco.


ERRATA: Agradecemos aos gatos pingados que nos prestigiam nesse blog com seus comentários, estamos felizes pelo considerado aumento de 4 para 7 postagens na segunda historia, mesmo que dos 11 comentários totais 5 tenham sido nossos, e pedimos desculpas pelo atraso na atualização, mas é que as vezes, somente as vezes, aparecem coisas para fazermos por mais que duvidem disso, e prometemos não desistir até um dia conseguir que esse blog bombe.
Esta aberto o período para o especial “Post do leitor”, nos conte você uma historia e postaremos aqui, com todos os credito e méritos, interessados ( Deus queira que apareça) procurem o diretoria
Grato a direção
By: Lauro and Rogéria

domingo, 11 de abril de 2010

Uma tacada quase CERTEIRA

Era mais um dia das férias, sempre começava da mesma forma, o que acordasse mais cedo iria recrutando um por um em suas casas, dando aqueles gritos estridentes que deixavam as mães e afins em completo descontrole, enraivecidas.
Mas era por uma boa causa, após o recrutamento de alguns já se podia começar a brincadeira. Mas qual brincadeira? Ah óbvio estávamos no auge do “tacobol” , tragam as latas os tacos, os “pisadores” e é claro a bolinha que se perdiam em quintais alheios todos os dias.
Era simples dividiam-se as duplas, tirava-se no par ou ímpar quem iria começar com o taco, e pronto!
Pronto feito isso tudo, começamos a brincadeira, brincamos durante a manhã inteira, chegavam novos jogadores, eles vinham de todas as ruas, claro cada uma com seu nome de batismo específico, a nossa chamava-se “Rua do Dyllon” e era sempre a mais animada, mas haviam a “Rua do Taíde”, “Rua do Roberval” e a “Rua do Alto Astral”, todos os Pirralhos (as) destas ruas migravam para a nossa rua todos os dias para brincar, e aqui passavam o dia inteiro.
Pausa para o almoço? Raramente existia geralmente existia um rodízio, alguém ia almoçar e quando voltava já tinham chegado pessoas novas e alguns ido embora, dessa vez recrutados pelas mães revoltadíssimas:
- Fulano passa pra dentro e vem almoçar... AGORAAAAAA
-Peraí mãe, tô ganhando.
- A-G-O-R-AAAAA, antes que eu vá aí te buscar.
Sim elas eram más e tinha argumentos incontestáveis.
Certo dia estávamos num desses momentos, já era a tardezinha o sol já não castigava tanto, e resolvemos jogar “Tacobol”, só que havia um problema tinham estacionado carros bem no lugar de jogarmos, mas como a vontade era imensa, resolvemos jogar mais embaixo.
Foi montado o cenário todo, todos os pisadores no lugar, as duplas formadas , cada uma com seu taco em mãos, latas em posição, bolinha na mão: Valendo.
Todos na expectativa da primeira dupla chegar rápido aos 10 pontos para fazer a troca de duplas. Na calçada da rua esperávamos, mais especificamente sentados no meio fio atentos a qualquer jogada, já que os jogadores de fora, eram também juízes do jogo. Atrás de nós estavam sentadas velhinhas aproveitando o vento da tarde para falar sobre a novela e a filha de ciclano ou beltrano que está em uma rebeldia só, coisas da nossa rua!
Como isso faz alguns anos (poucos anos, afinal eu que vos escrevo ainda sou uma jovem criança) não consigo em lembrar especificamente das duplas que jogavam naquele momento, mas neste capítulo uma pessoa foi protagonista. Não, ele não era da nossa rua, havia migrado da “Rua Alto Astral”, seu nome? Bom isso não vem tanto ao caso, mas na época era conhecido como: Gasolina. Sim Gasolina fazia parte da dupla que estava com o taco, acontecia ali bem na nossa frente uma disputa incrível. Ponto a ponto, e todos na expectativa do vencedor.
De repente vem a bola. Gasolina se prepara, podíamos ver em seu semblante a concentração para não errar, aquele poderia ser o ponto da misericórdia, se ele conseguisse acertar aquela bola, poderia ser consagrado o vencedor daquele confronto. E lá vem ela, rodopiante no ar, e ele preparado para defender sua lata com a VIDA, não a dele, é claro.
Pronto, a bola chegou ate ele, e ele mais que depressa, com todas as suas forças deu a “tacada”. Mas algo surpreendente aconteceu, o seu taco (que era um pedaço e cerca bem podre, mas que era bom pra jogar que só), se parte ao meio, e em câmera lenta, bem diante dos nossos olhos, uma das partes começa a se dirigir para o banco em que se encontravam as adoráveis velhinhas que falavam sobre assuntos serenos. O Gasolina que é bastante provido de MELANINA na pele se tornou branco feito cera, e nós? Nós ficamos todos petrificados, afinal não podíamos fazer nada mesmo.
E ele se dirigia bem para o meio do banco, a altura da cabeça de uma das “meninas” sentadas no banco, o nome da vítima era Lena Dalva, era filha de uma das senhoras que ali se encontravam. A madeira continuou seguindo e... Bateu no muro, bem acima da cabeça dela, coisa de centímetros acima, sem exagero, foi por pouco muito pouco que não se consumou a tragédia. E como se tivéssemos nos comunicado por telepatia, ninguém disse uma só palavra, nós sob olhares furiosos das senhoras do banco, começamos rapidamente a juntar os apetrechos, tudinho bem rápido, e saindo de fininho, todos ainda de pernas bambas.
-ôps, acho que minha mãe tá me chamando, vou ali.
- um eu também vou, tenho de ir à missa hoje.
- ah, acho que meu pé está machucado, eu também já vou indo.
E em alguns instantes, todos os “moleques”, já tinham desaparecido. Mas por pouco tempo, porque nós sempre voltávamos!

sábado, 3 de abril de 2010

Zé briguinha! O valentão

Desde os primórdios da humanidade os homens tentam se sobrepor ao outros usando a força, o conceito de “fodastico” ou “eu sou foda” usado hoje foi baseado nesse contexto que data de tempos pré históricos, e em toda a adolescência o ser tido como o superior era denominado o valentão.
E no alto daquele morro não tinha só um pé de fruta pão, tinha também um valentão, ( para não expor o nome do Manoel Victor nesse relato o chamaremos por um codinome “senhor M”), senhor M é uma figura típica que habita até hoje o morro, quem o conhece jamais poderia imaginar que fosse capaz de tantas peripécias em nome de sua valentia juvenil, o Sauro que o diga não é?? Foi perseguido por senhor M durante todo o ensino fundamental no colégio do Carmo, sempre se escondendo temia a força de nosso valentão, e quando resolveu enfrentar não sabia que estava cometendo o pior erro de sua vida, depois de uma batalha terrível onde venceu por nocaute nosso ex mau-feitoso, não contava que um valentão nunca anda sozinho, Senhor M ordenou que seus asseclas o perseguissem por todo o colégio em uma maratona sem fim até que Sauro exaurisse suas forças e num ato de desespero clamasse misericórdia, nada adiantou, senhor M continuou seus ataques a sauro que sofreu desmaios e um braço quebrado, tirando a sedução que sua prima sofreu de nosso personagem para larapiar as bolinhas de gude de Sandro e entregar a ele.
Nem esse que lhes escreve foi páreo para nosso valentão, quando fui enfrentá-lo com um objetivo de por um fim no seu reinado, fui impedido por sua mãe de forma que eu não pude dete-lo.
Esse é Manoel Victor e essa é só uma das muitas historias que ele nos proporcionou e que serão contadas aqui, cara extremamente do bem e que acima de tudo um grande amigo, mas que já teve suas épocas negras, sua época de “zé briguinha, o valentão”