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Aimorés, Minas Gerais, Brazil
Sou a história do seu passado, a construção do seu presente e a idéia do seu futuro, sou o arquivo da sua vida, aquele que vai te entregar, escancarar a porta do escondido, fazer os outros te zuar, não tema minhas palavras, apenas aceite o dizer : Minhas histórias são reais e por mais irracionais você ajudou a escrever.

Pra todo pé cansado existe um chinelo velho

Pra todo pé cansado existe um chinelo velho
ai ai ai, ta chegando a hora

domingo, 11 de abril de 2010

Uma tacada quase CERTEIRA

Era mais um dia das férias, sempre começava da mesma forma, o que acordasse mais cedo iria recrutando um por um em suas casas, dando aqueles gritos estridentes que deixavam as mães e afins em completo descontrole, enraivecidas.
Mas era por uma boa causa, após o recrutamento de alguns já se podia começar a brincadeira. Mas qual brincadeira? Ah óbvio estávamos no auge do “tacobol” , tragam as latas os tacos, os “pisadores” e é claro a bolinha que se perdiam em quintais alheios todos os dias.
Era simples dividiam-se as duplas, tirava-se no par ou ímpar quem iria começar com o taco, e pronto!
Pronto feito isso tudo, começamos a brincadeira, brincamos durante a manhã inteira, chegavam novos jogadores, eles vinham de todas as ruas, claro cada uma com seu nome de batismo específico, a nossa chamava-se “Rua do Dyllon” e era sempre a mais animada, mas haviam a “Rua do Taíde”, “Rua do Roberval” e a “Rua do Alto Astral”, todos os Pirralhos (as) destas ruas migravam para a nossa rua todos os dias para brincar, e aqui passavam o dia inteiro.
Pausa para o almoço? Raramente existia geralmente existia um rodízio, alguém ia almoçar e quando voltava já tinham chegado pessoas novas e alguns ido embora, dessa vez recrutados pelas mães revoltadíssimas:
- Fulano passa pra dentro e vem almoçar... AGORAAAAAA
-Peraí mãe, tô ganhando.
- A-G-O-R-AAAAA, antes que eu vá aí te buscar.
Sim elas eram más e tinha argumentos incontestáveis.
Certo dia estávamos num desses momentos, já era a tardezinha o sol já não castigava tanto, e resolvemos jogar “Tacobol”, só que havia um problema tinham estacionado carros bem no lugar de jogarmos, mas como a vontade era imensa, resolvemos jogar mais embaixo.
Foi montado o cenário todo, todos os pisadores no lugar, as duplas formadas , cada uma com seu taco em mãos, latas em posição, bolinha na mão: Valendo.
Todos na expectativa da primeira dupla chegar rápido aos 10 pontos para fazer a troca de duplas. Na calçada da rua esperávamos, mais especificamente sentados no meio fio atentos a qualquer jogada, já que os jogadores de fora, eram também juízes do jogo. Atrás de nós estavam sentadas velhinhas aproveitando o vento da tarde para falar sobre a novela e a filha de ciclano ou beltrano que está em uma rebeldia só, coisas da nossa rua!
Como isso faz alguns anos (poucos anos, afinal eu que vos escrevo ainda sou uma jovem criança) não consigo em lembrar especificamente das duplas que jogavam naquele momento, mas neste capítulo uma pessoa foi protagonista. Não, ele não era da nossa rua, havia migrado da “Rua Alto Astral”, seu nome? Bom isso não vem tanto ao caso, mas na época era conhecido como: Gasolina. Sim Gasolina fazia parte da dupla que estava com o taco, acontecia ali bem na nossa frente uma disputa incrível. Ponto a ponto, e todos na expectativa do vencedor.
De repente vem a bola. Gasolina se prepara, podíamos ver em seu semblante a concentração para não errar, aquele poderia ser o ponto da misericórdia, se ele conseguisse acertar aquela bola, poderia ser consagrado o vencedor daquele confronto. E lá vem ela, rodopiante no ar, e ele preparado para defender sua lata com a VIDA, não a dele, é claro.
Pronto, a bola chegou ate ele, e ele mais que depressa, com todas as suas forças deu a “tacada”. Mas algo surpreendente aconteceu, o seu taco (que era um pedaço e cerca bem podre, mas que era bom pra jogar que só), se parte ao meio, e em câmera lenta, bem diante dos nossos olhos, uma das partes começa a se dirigir para o banco em que se encontravam as adoráveis velhinhas que falavam sobre assuntos serenos. O Gasolina que é bastante provido de MELANINA na pele se tornou branco feito cera, e nós? Nós ficamos todos petrificados, afinal não podíamos fazer nada mesmo.
E ele se dirigia bem para o meio do banco, a altura da cabeça de uma das “meninas” sentadas no banco, o nome da vítima era Lena Dalva, era filha de uma das senhoras que ali se encontravam. A madeira continuou seguindo e... Bateu no muro, bem acima da cabeça dela, coisa de centímetros acima, sem exagero, foi por pouco muito pouco que não se consumou a tragédia. E como se tivéssemos nos comunicado por telepatia, ninguém disse uma só palavra, nós sob olhares furiosos das senhoras do banco, começamos rapidamente a juntar os apetrechos, tudinho bem rápido, e saindo de fininho, todos ainda de pernas bambas.
-ôps, acho que minha mãe tá me chamando, vou ali.
- um eu também vou, tenho de ir à missa hoje.
- ah, acho que meu pé está machucado, eu também já vou indo.
E em alguns instantes, todos os “moleques”, já tinham desaparecido. Mas por pouco tempo, porque nós sempre voltávamos!

8 comentários:

  1. "Gasolina que é bastante provido de MELANINA", com essa pista ficou dificiu descobrir quem é o maniaco das velhinhas

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  2. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    sacanagem isso,,,
    mas eu juro, nao foi por querer,,
    foi um acidente!
    hauhauahuahuahauh

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  3. estatuto do idoso nele

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  4. kkk Pois é! Atacador de velhinahs incentes!

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  5. te queimaram em gasolina rsrs

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  6. kkkkkkkkkkkkkkkkkk psicótico esse cara em..QUEM SERÁ?? kkkk

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  7. maniacoooo... tadinha das velhinhas me lembro bem dessa epoca de tacoboll vamos fazer de novo... mais sem o gasolina pq as velhinhas ficaram traumatizadas....

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  8. gente eu concordo, vamos fazer de novo... se tyiver o gasolina agente tem q tirar as velhinhas e vice-versa....uauaua

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